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INFRAESTRUTURA: Censo do IBGE aponta que 5,2% da população de Rondônia vive em favelas
O problema não é isolado nem pontual é estrutural e crescente necessitando de projetos socioeconômicos

Por Redação
Publicado Hoje, às 08h 59min
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Dados do IBGE revelam que 5,2% da população de Rondônia vive em favelas e comunidades urbanas, segundo o Censo Demográfico 2022. O índice coloca o estado abaixo da média nacional, mas ainda evidencia desafios estruturais relacionados à moradia e urbanização.
 
Em todo o país, o levantamento identificou 16,4 milhões de pessoas vivendo em 12.348 favelas, o equivalente a 8,1% da população brasileira. O número representa um crescimento significativo em relação a 2010, quando esse percentual era de 6,0%, indicando avanço da ocupação em áreas com infraestrutura precária.

Na comparação entre os estados, a região Norte concentra os maiores índices. O Amazonas lidera com 34,7% da população vivendo nessas condições, seguido pelo Amapá (24,4%) e Pará (18,8%). Na outra ponta, Mato Grosso do Sul (0,6%), Goiás (1,3%) e Santa Catarina (1,4%) apresentam as menores proporções.
 

Embora Rondônia esteja em uma posição intermediária, o dado de 5,2% exige leitura estratégica. Ele indica que, apesar de não estar entre os estados mais críticos, há uma parcela relevante da população vivendo em áreas com limitações de acesso a serviços básicos como saneamento, segurança e infraestrutura urbana.
 
As favelas de Rondônia, classificadas pelo IBGE como aglomerados subnormais, concentram-se principalmente em Porto Velho, que abriga 68 das 74 comunidades identificadas no estado. A capital concentra 17,3% de sua população nessas áreas, com destaque para o bairro Nacional — um dos maiores do país — e o Jardim Santana II.
 
Especialistas apontam que o crescimento nacional desse tipo de ocupação está diretamente ligado à expansão desordenada das cidades, déficit habitacional e desigualdade social. No caso de Rondônia, o avanço urbano acelerado, especialmente em Porto Velho, pressiona a ocupação de áreas irregulares.
 
O cenário reforça a necessidade de políticas públicas focadas em habitação, regularização fundiária e planejamento urbano. Sem intervenção estruturada, a tendência é de ampliação dessas áreas, acompanhando o crescimento populacional e a migração interna.
 
O Censo 2022 consolida um diagnóstico claro: o problema não é isolado nem pontual é estrutural e crescente, inclusive em estados que ainda aparecem fora do topo do ranking.

Fonte: rondoniaovivo