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Futuro da construção civil em Rondônia passa por tecnologia, modelo BTS e qualificação da mão de obr

Por Redação
Publicado 30/03/2026
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A construção civil vive um momento de transformação. Durante o PodRondônia – Podcast da Engenharia, o engenheiro Giuliano Borges destacou que o setor precisa evoluir para modelos mais modernos, eficientes e sustentáveis.

Segundo ele, o futuro da construção passa por três pilares fundamentais: tecnologia, novos formatos contratuais — como o modelo Build to Suit (BTS) — e qualificação profissional.

“O futuro é obra mais rápida, mais limpa e de montagem.”

A afirmação resume uma tendência global que começa a ganhar espaço também em Rondônia.

A construção tradicional, baseada em métodos convencionais e alta dependência de mão de obra intensiva, vem sendo substituída gradativamente por sistemas mais industrializados.

Entre as tecnologias que já fazem parte da realidade do setor estão:

  • Drywall (gesso acartonado)
  • Estruturas metálicas
  • Construção modular
  • Sistemas pré-fabricados
  • Planejamento digital com maior precisão

Esses métodos reduzem desperdício, aceleram prazos e aumentam a previsibilidade financeira da obra.

Em um cenário onde tempo é dinheiro, produtividade se torna diferencial competitivo.

Outro ponto debatido foi o modelo Build to Suit (BTS), que consiste na construção sob medida para determinado órgão ou empresa, com contrato de locação de longo prazo.

No modelo tradicional, o órgão público constrói, mantém e gerencia múltiplos contratos de manutenção. No BTS, a responsabilidade estrutural permanece com o proprietário do imóvel, permitindo que o órgão foque em sua atividade principal.

As vantagens incluem:

  • Maior controle de manutenção
  • Redução de burocracia administrativa
  • Melhor conservação do imóvel
  • Entrega mais rápida

Esse formato já é amplamente utilizado no setor privado e começa a ganhar espaço no setor público.

Um dos maiores gargalos do setor hoje é a escassez de mão de obra qualificada.

A construção civil exige cada vez mais profissionais versáteis e preparados para trabalhar com novas tecnologias.

O modelo tradicional de funções extremamente segmentadas vem sendo substituído por profissionais multifuncionais, capazes de atuar em diferentes etapas da obra.

Essa mudança exige:

  • Formação técnica continuada
  • Parcerias com instituições de ensino
  • Cursos profissionalizantes
  • Atualização constante

Sem qualificação, a tecnologia não gera resultado.

O setor enfrenta pressão por prazos menores e custos mais controlados. Obras que antes levavam anos hoje precisam ser entregues em meses.

A adoção de sistemas industrializados e planejamento estratégico permite:

  • Redução de retrabalho
  • Menor desperdício de material
  • Maior controle de qualidade
  • Previsibilidade de cronograma

Essa modernização é essencial para manter a competitividade regional.

Em grandes centros urbanos e países desenvolvidos, a construção modular e os métodos industrializados já são realidade consolidada.

Rondônia começa a acompanhar esse movimento, adaptando tecnologias à sua realidade logística e econômica.

A evolução é inevitável.

A modernização da construção civil não depende apenas de tecnologia. Depende, sobretudo, da mentalidade dos profissionais e gestores.

Engenheiros que acompanham tendências, investem em capacitação e buscam inovação estarão melhor posicionados no mercado.

O futuro da construção não é apenas levantar paredes.
É integrar técnica, planejamento, tecnologia e responsabilidade.

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