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Rio Madeira e garimpo entram no debate técnico sobre exploração legal e organizada em Rondônia
Em entrevista conduzida por Edison Rígoli no PodRondônia Podcast Engenharia, Geraldo Sena Neto defende mineração com responsável técnico, estudo geológico, cooperativas e pagamento regular de tributos
A exploração mineral no Rio Madeira foi um dos temas centrais do episódio do PodRondônia Podcast Engenharia que recebeu Geraldo Sena Neto, engenheiro civil A entrevista foi conduzida por Edison Rígoli, presidente do CREA e engenheiro industrial mecânico, e abriu espaço para uma discussão sobre um tema sensível para o estado: como transformar a riqueza mineral da região em atividade econômica organizada, legal e tecnicamente responsável.
Durante a conversa, Geraldo afirma que o Rio Madeira deixou de ser visto apenas como corredor de transporte fluvial e espaço de pesca tradicional. Segundo ele, a realidade atual já inclui uma atividade mineral significativa, o que exige novo olhar das entidades técnicas e das autoridades. No episódio, ele observa que hoje existe “uma mineração muito forte lá dentro”, razão pela qual o tema passou a fazer parte das preocupações do CREA.
Ao tratar do assunto, o engenheiro faz uma distinção clara entre a riqueza mineral existente na região e o modelo de exploração que, na avaliação dele, ainda predomina em parte da atividade. Em uma das falas mais diretas do episódio, afirma: “Nós não acreditamos nessa forma de garimpo que está aí. Nós acreditamos que isso tem que ser organizado”, defendendo uma mudança de lógica na forma como o potencial do Madeira deve ser aproveitado.
Na entrevista, Geraldo sustenta que a exploração mineral precisa estar vinculada a critérios técnicos e responsabilidade profissional. Para ele, a atividade deve contar com responsável técnico, presença de geólogo, estudos prévios e estrutura capaz de garantir mais segurança operacional e mais previsibilidade econômica. A tese apresentada no podcast é que a informalidade gera desorganização em cadeia, dificulta controle e compromete a sustentabilidade da atividade.
Outro ponto defendido por ele é a organização dos trabalhadores e operadores em cooperativas ou formatos semelhantes, com funcionamento regularizado. Segundo o entrevistado, esse modelo permitiria retirar o ouro, pagar fornecedores, recolher tributos e manter a atividade em uma base mais estável e juridicamente segura. Ao comentar o cenário atual, ele critica situações em que operações informais são montadas sem estrutura duradoura e acabam deixando passivos financeiros e fiscais.
Na visão apresentada no episódio, a defesa da legalidade não significa abandonar a atividade mineral, mas justamente criar condições para que ela exista de maneira mais eficiente e menos vulnerável. Geraldo afirma que “tem que ter uma coisa organizada, uma coisa legal” e sustenta que isso é plenamente possível no caso do Madeira. A fala reforça a ideia de que o debate não deve ser tratado apenas como confronto entre proibir ou liberar, mas como discussão sobre método, controle e responsabilidade técnica.
O engenheiro também destaca o valor econômico da região ao afirmar que o ouro existente no Rio Madeira representa uma riqueza importante para Rondônia. No entanto, sua posição é de que esse potencial não pode ser explorado de qualquer forma. Ao resumir esse entendimento, ele afirma que essa riqueza “não pode ser deixada de lado”, mas precisa ser aproveitada “de uma forma organizada”.
O tema aparece no podcast dentro de um contexto mais amplo, em que o CREA passa a ampliar sua atuação pública e a discutir assuntos que impactam diretamente a sociedade, como pedágio, uso dos recursos naturais, energia e planejamento do futuro da engenharia no estado. Nesse cenário, a pauta do Rio Madeira surge como exemplo de um debate em que conhecimento técnico e interesse econômico precisam caminhar juntos para evitar improviso, conflito e desordem.
Assista ao episódio completo:
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Fonte: Assessoria PodRondônia