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Cimento mais caro do Brasil? Engenheiro alerta para impacto na construção em Rondônia
O alto custo do cimento em Rondônia voltou ao centro do debate no setor da construção civil. Durante participação no PodRondônia – Podcast da Engenharia, o engenheiro Giuliano Borges fez um alerta direto sobre o impacto do preço do insumo no desenvolvimento do estado.
Segundo ele, Rondônia enfrenta uma realidade preocupante quando o assunto é custo de construção.
“Hoje nós temos o cimento mais caro do Brasil. Isso impacta diretamente o custo da construção em Rondônia.”
A afirmação não se trata apenas de percepção de mercado, mas de uma análise histórica do setor, que envolve logística, concorrência e políticas de precificação.
O cimento é a base da construção civil. Quando o preço do insumo sobe, toda a cadeia produtiva sente os efeitos:
- Aumento do valor final de imóveis
- Dificuldade na execução de obras públicas
- Encarecimento da habitação popular
- Redução da competitividade regional
Em estados onde há maior concorrência entre fornecedores, os preços tendem a ser mais equilibrados. No entanto, em Rondônia, a limitação logística e o histórico de concentração de mercado impactam diretamente o bolso do consumidor e dos empresários.
Além do cimento, o engenheiro destacou que a maior parte dos materiais de acabamento precisa vir de fora do estado, elevando ainda mais os custos.
Pisos, revestimentos, louças, metais, portas e diversos insumos percorrem longas distâncias até chegar às obras rondonienses. O resultado é um custo de construção significativamente mais alto quando comparado a outras regiões do país.
Esse cenário afeta diretamente programas habitacionais e empreendimentos imobiliários, principalmente aqueles voltados à população de baixa renda.
Quando o custo real dos insumos não é compatível com as tabelas utilizadas nos orçamentos públicos, o problema se amplia.
Obras podem:
- Sofrer atrasos
- Ser abandonadas
- Precisar de aditivos contratuais
- Gerar judicializações
O reflexo é prejuízo para o poder público e para a sociedade.
O alto custo da construção também influencia na atração de investimentos.
Empresas que analisam expansão para a região levam em consideração o valor do metro quadrado construído. Quanto maior o custo, menor a margem e maior o risco do investimento.
Isso pode impactar diretamente:
- Novos empreendimentos comerciais
- Instalação de indústrias
- Expansão imobiliária
- Geração de empregos
A discussão levantada pelo engenheiro vai além do preço em si. Ela aponta para um desafio estrutural: tornar a construção civil em Rondônia mais competitiva.
Entre as possíveis soluções debatidas no setor estão:
- Ampliação da concorrência
- Revisão de políticas de precificação
- Incentivo à produção local de insumos
- Regionalização mais realista das tabelas de custo
A construção civil é um dos principais motores econômicos do estado. Ela gera emprego, renda e movimenta dezenas de setores indiretos.
Quando o principal insumo da cadeia produtiva apresenta o maior preço do país, o impacto é coletivo.
O debate, agora, é transformar o diagnóstico em ação — buscando equilíbrio de mercado, competitividade e desenvolvimento sustentável para Rondônia.
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Fonte: Rolim Notícias