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Uso da inteligência artificial na educação é tema de palestra da Safernet Brasil com mobilização do Ministério Público, Seduc e Undime
O Ministério Público de Rondônia (MPRO) e a Safernet Brasil promoveram um encontro, na modalidade online, com professores, gestores e técnicos da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação de Rondônia (Undime-RO) e da Secretaria Estadual de Educação (Seduc-RO), na última terça-feira (3/2), com a temática "Inteligência artificial e educação: riscos, limites e potencialidades". O objetivo da aula, que reuniu mais de seis mil participantes, foi subsidiar a formação de professores rondonienses acerca da temática.
Participaram da abertura do curso o Procurador-Geral de Justiça do MPRO, Alexandre Jésus de Queiroz Santiago; a coordenadora do Grupo Especial da Educação (Gaeduc), promotora de Justiça Luciana Ondei Rodrigues Silva; e a coordenadora do Núcleo de Atendimento às Vítimas (Navit), promotora de Justiça Tânia Garcia. O palestrante foi Guilherme Alves, gerente de projetos da Safernet Brasil, que conceituou as IAs, seus benefícios e riscos no ambiente escolar. Além disso, apresentou documentos de referência para a educação e deliberou sobre a abordagem do tema em sala de aula.
Na abertura do evento, o Procurador-Geral de Justiça do MPRO destacou a importância do debate sobre tecnologia e educação, ressaltando o engajamento das instituições e profissionais envolvidos. Ele afirmou que a inteligência artificial oferece grande potencial para apoiar o trabalho docente e fortalecer o sistema educacional, mas exige responsabilidade e preparo. “A inteligência artificial tem diversas potencialidades e efeitos muito positivos, mas também traz alguns riscos para os nossos alunos e alunas”, observou, lembrando que o uso excessivo de telas e a falta de supervisão e orientação pedagógica podem causar prejuízos na formação.
O PGJ enfatizou que o tema é oportuno, enriquecedor e não pode ser ignorado pelas redes de ensino, que precisam compreender os limites e benefícios da tecnologia para promover o uso adequado pelas crianças e adolescentes no ambiente escolar. Defendeu que educadores, sociedade e instituições públicas devem atuar juntos para reduzir vulnerabilidades e ampliar os ganhos de conhecimento, educação e cidadania digital.
A coordenadora do Gaeduc, Luciana Ondei, destacou que a forte adesão dos profissionais da educação de Rondônia reflete o compromisso das redes de ensino com uma formação digital mais segura e responsável. “Essa ação foi pensada para apoiá-los. Estamos juntos nessa caminhada”, afirmou, ao reconhecer o papel fundamental dos educadores na concretização das políticas públicas dentro das escolas. A fala também situou o encontro dentro de um amplo esforço interinstitucional, alinhado a marcos nacionais como a Base Nacional Comum Curricular, o Marco Civil da Internet, a Política Nacional de Educação Digital e o Estatuto da Criança e do Adolescente Digital.
A promotora de Justiça explicou que o trabalho é resultado de um diálogo iniciado em outubro de 2025, envolvendo Safernet, Seduc, Undime, UNIR, IFRO, Assembleia Legislativa e conselhos de educação, culminando em uma construção coletiva que possibilitou a realização da aula. Luciana Ondei agradeceu às instituições parceiras e ao Ministério Público, destacando o empenho em assegurar educação de qualidade para crianças, adolescentes, jovens e adultos do estado.
Fonte: MP/RO