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Ações de conscientização e importância da informação sobre a hanseníase são evidenciadas pela Sesau

Publicado Há 5 h
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Durante o Janeiro Roxo, campanha nacional de conscientização sobre a hanseníase, o governo de Rondônia intensifica as ações de conscientização e destaca a importância da informação correta, do cuidado contínuo e do acesso aos serviços de saúde. A doença ainda é cercada por mitos e desinformação, fatores que contribuem para o preconceito e dificultam o diagnóstico precoce.

O Janeiro Roxo reforça que a informação é uma aliada essencial no cuidado com a saúde. Combater a hanseníase é garantir dignidade, acesso ao tratamento e respeito às pessoas. Apesar de ser uma doença infecciosa, a hanseníase tem cura, tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e não é facilmente transmissível. Entre os sinais e sintomas mais comuns da doença estão manchas na pele com perda de sensibilidade, que podem ser claras, avermelhadas ou acastanhadas, dormência, formigamento, fraqueza muscular e diminuição da sensibilidade ao calor, à dor ou ao toque.

Segundo os médicos Dahier Atallah e Sonia Caixeta, referências em hanseníase em Rondônia e atuantes na Policlínica Oswaldo Cruz (POC), a maior dificuldade no combate à doença ainda é a desinformação. Eles reforçam que a hanseníase não é transmitida por contato casual, mas por contato prolongado com gotículas respiratórias entre pessoas que possuem suscetibilidade imunológica ao Mycobacterium leprae. O medo da população, na maioria das vezes, está relacionado ao desconhecimento.

A informação é fundamental para desconstruir o estigma histórico que ainda cerca a doença e que, muitas vezes, afasta pacientes do diagnóstico precoce, tratamento adequado, cura e do acompanhamento de possíveis sequelas. Os especialistas explicam ainda que a hanseníase acomete principalmente os nervos periféricos, causando a chamada neurite periférica, que pode provocar dor, formigamento, perda de sensibilidade e fraqueza muscular.

Para orientar a população e combater o estigma, os médicos esclarecem os principais mitos sobre o contágio da doença:

  •  Hanseníase é altamente contagiosa

MITO! A transmissão ocorre apenas após contato próximo, prolongado e contínuo com uma pessoa sem tratamento, principalmente por meio das vias respiratórias.

  •  Um simples aperto de mão transmite a doença

MITO! O contato físico, como apertos de mão ou abraços, não transmite a hanseníase.

  • Compartilhar objetos pessoais causa contágio

MITO! Copos, talheres, roupas e toalhas não transmitem a doença.

  • Qualquer contato rápido pode infectar

MITO! A transmissão exige convivência frequente e prolongada com uma pessoa que ainda não iniciou o tratamento.

  •  Quem está em tratamento continua transmitindo

MITO! Após o início do tratamento, a pessoa deixa de transmitir a hanseníase.

  •  Hanseníase passa pelo ar como a gripe

MITO! A doença não é transmitida de forma rápida ou casual pelo ar.

  •  Hanseníase não tem cura

MITO! A hanseníase tem cura, e o tratamento é gratuito e eficaz quando iniciado precocemente.

ONDE BUSCAR ATENDIMENTO

A população pode buscar atendimento inicialmente na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de casa, onde é realizada a avaliação e, se necessário, o encaminhamento para atendimento especializado. Em Porto Velho, também há assistência na Policlínica Oswaldo Cruz, referência no diagnóstico e acompanhamento da hanseníase. Ao identificar qualquer sinal suspeito, procure a UBS e não espere sentir dor.

O titular da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Jefferson Rocha, reforça a importância da busca pelos serviços de saúde ao primeiro sinal da doença. “A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível na rede pública. Ao perceber qualquer mancha na pele com perda de sensibilidade, é fundamental procurar uma unidade de saúde. O diagnóstico precoce evita sequelas e garante qualidade de vida ao paciente”, afirmou.