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Homem que enterrou pitbull vivo se apresenta à polícia e alega que pensou que o animal estava morto
As investigações começaram após o cachorro ser encontrado enterrado vivo, em estado extremamente debilitado, com sinais de quase desfalecimento e uma lesão aberta de grandes proporções na lateral do corpo
O homem de 39 anos investigado por maus-tratos contra um cachorro da raça pitbull se apresentou à Polícia Civil e negou ter cometido as agressões. Durante o interrogatório, realizado na presença de advogado, o investigado afirmou que enterrou o animal por acreditar que ele já estava morto, em razão de uma doença preexistente.
O animal, chamado Vivente, foi resgatado de uma cova onde havia sido enterrado vivo em Cuiabá, no último sábado (3), no Residencial Alice Novak, mas não resistiu aos ferimentos e morreu nessa quinta-feira (8).
O caso é apurado pela Delegacia Especializada de Meio Ambiente (DEMA), que aguarda laudos periciais para o esclarecimento dos fatos.
As investigações começaram após o cachorro ser encontrado enterrado vivo, em estado extremamente debilitado, com sinais de quase desfalecimento e uma lesão aberta de grandes proporções na lateral do corpo. Desde então, a Polícia Civil realizou oitivas de testemunhas e diligências para localizar o proprietário do animal. Inicialmente, apenas a esposa do investigado foi encontrada e intimada. A mulher, de 25 anos, chegou a ser conduzida à Central de Flagrantes.
A Dema acionou a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para a realização de perícia no corpo do animal e também solicitou o prontuário veterinário da clínica onde o cachorro foi atendido. Segundo a Polícia Civil, os laudos periciais serão fundamentais para confirmar se as lesões e a causa da morte são compatíveis com a versão apresentada pelo investigado.
RESGATE
O resgate, realizado no sábado (3), mobilizou equipes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Adjunta de Bem-Estar Animal. Vivente permaneceu internado em uma clínica veterinária 24 horas, com atendimento custeado pela administração municipal.
O animal chegou à unidade em estado crítico, com extrema debilidade física, em decorrência de maus-tratos, doenças e miíase. Relatos indicam que o próprio tutor teria enterrado o cachorro em uma região de mata.
O nome carinhoso Vivente carregava um significado simbólico, por ele ter sobrevivido após suportar uma grande quantidade de terra sobre o corpo, além de miíase, larvas que o consumiam ainda vivo dentro da cova.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
Fonte: reportermt