Futuro da construção civil em Rondônia passa por tecnologia, modelo BTS e qualificação da mão de obr
A construção civil vive um momento de transformação. Durante o PodRondônia – Podcast da Engenharia, o engenheiro Giuliano Borges destacou que o setor precisa evoluir para modelos mais modernos, eficientes e sustentáveis.
Segundo ele, o futuro da construção passa por três pilares fundamentais: tecnologia, novos formatos contratuais — como o modelo Build to Suit (BTS) — e qualificação profissional.
“O futuro é obra mais rápida, mais limpa e de montagem.”
A afirmação resume uma tendência global que começa a ganhar espaço também em Rondônia.
A construção tradicional, baseada em métodos convencionais e alta dependência de mão de obra intensiva, vem sendo substituída gradativamente por sistemas mais industrializados.
Entre as tecnologias que já fazem parte da realidade do setor estão:
- Drywall (gesso acartonado)
- Estruturas metálicas
- Construção modular
- Sistemas pré-fabricados
- Planejamento digital com maior precisão
Esses métodos reduzem desperdício, aceleram prazos e aumentam a previsibilidade financeira da obra.
Em um cenário onde tempo é dinheiro, produtividade se torna diferencial competitivo.
Outro ponto debatido foi o modelo Build to Suit (BTS), que consiste na construção sob medida para determinado órgão ou empresa, com contrato de locação de longo prazo.
No modelo tradicional, o órgão público constrói, mantém e gerencia múltiplos contratos de manutenção. No BTS, a responsabilidade estrutural permanece com o proprietário do imóvel, permitindo que o órgão foque em sua atividade principal.
As vantagens incluem:
- Maior controle de manutenção
- Redução de burocracia administrativa
- Melhor conservação do imóvel
- Entrega mais rápida
Esse formato já é amplamente utilizado no setor privado e começa a ganhar espaço no setor público.
Um dos maiores gargalos do setor hoje é a escassez de mão de obra qualificada.
A construção civil exige cada vez mais profissionais versáteis e preparados para trabalhar com novas tecnologias.
O modelo tradicional de funções extremamente segmentadas vem sendo substituído por profissionais multifuncionais, capazes de atuar em diferentes etapas da obra.
Essa mudança exige:
- Formação técnica continuada
- Parcerias com instituições de ensino
- Cursos profissionalizantes
- Atualização constante
Sem qualificação, a tecnologia não gera resultado.
O setor enfrenta pressão por prazos menores e custos mais controlados. Obras que antes levavam anos hoje precisam ser entregues em meses.
A adoção de sistemas industrializados e planejamento estratégico permite:
- Redução de retrabalho
- Menor desperdício de material
- Maior controle de qualidade
- Previsibilidade de cronograma
Essa modernização é essencial para manter a competitividade regional.
Em grandes centros urbanos e países desenvolvidos, a construção modular e os métodos industrializados já são realidade consolidada.
Rondônia começa a acompanhar esse movimento, adaptando tecnologias à sua realidade logística e econômica.
A evolução é inevitável.
A modernização da construção civil não depende apenas de tecnologia. Depende, sobretudo, da mentalidade dos profissionais e gestores.
Engenheiros que acompanham tendências, investem em capacitação e buscam inovação estarão melhor posicionados no mercado.
O futuro da construção não é apenas levantar paredes.
É integrar técnica, planejamento, tecnologia e responsabilidade.
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Fonte: Rolim Notícias