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Fraude na Procuradoria de Cuiabá causou rombo de R$ 2,7 milhões
Grupo invadia sistema da Prefeitura para quitar débitos de forma ilegal

Publicado Há 3 h

Foto: Reprodução

O suposto esquema de fraudes na Procuradoria-Geral de Cuiabá, investigado na Operação Déjà Vu, deflagrada hoje (20) pela Polícia Civil, teria causado um prejuízo de R$ 2.707.158,29 aos cofres públicos municipais. De acordo com a decisão da juíza Henriqueta Fernanda Lima, do Núcleo do Juiz das Garantias, o grupo realizou cerca de 133.430 cancelamentos irregulares de Certidões de Dívida Ativa (CDAs) entre novembro de 2024 e janeiro de 2025.

A investigação aponta que a organização criminosa utilizava credenciais de acesso de procuradores e servidores para invadir o sistema GATweb, plataforma de gestão da dívida tributária da Capital. Um ex-servidor é apontado como o articulador do esquema, sendo o responsável por captar contribuintes interessados na quitação irregular de débitos. Ele está foragido.

Outros dois ex-servidores foram presos preventivamente. Segundo a Polícia Civil, um deles era responsável por obter senhas de forma ilícita, chegando a oferecer R$ 30 mil a um servidor em troca do login de um procurador, enquanto o outro realizava as operações ilegais no sistema para "limpar" os nomes dos devedores.

Mesmo após ser exonerado, o indivíduo teria continuado a operar o esquema criminoso.

“Há elementos indicativos de que o ex-servidor, mesmo após sua exoneração, prosseguiu na empreitada criminosa, mantendo contatos com contribuintes e despachantes”, diz trecho da decisão judicial que o  teve acesso.

Operação

Ao todo, a Operação Déjà Vu cumpriu 43 ordens judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão, sequestro de bens e o bloqueio de R$ 491.450,45. Os investigados devem responder pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema informatizado, corrupção e associação criminosa.

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Fonte: Repórter MT

Aviso Este site acompanha casos policiais. Todos os conduzidos e/ou envolvidos são tratados como suspeitos e é presumida sua inocência até que se prove o contrário. Recomenda-se ao leitor critério ao analisar as reportagens e emitir algum juízo de valor.