Renato Muzzolon Jr defende parceria, planejamento e inovação como base para o futuro da engenharia em Rondônia
Em entrevista conduzida por Edison Rígoli no PodRondônia Podcast Engenharia, engenheiro ambiental fala sobre agência reguladora, cidades inteligentes, empreendedorismo e novas oportunidades para profissionais do estado
Foto: PodRondônia
No novo episódio do PodRondônia Podcast Engenharia, a entrevista foi conduzida pelo presidente do CREA, Edison Rígoli, engenheiro industrial mecânico, com a participação de Renato Muzzolon Jr, formado em Engenharia Ambiental. Ao longo da conversa, o episódio aborda temas como associativismo, planejamento urbano, sustentabilidade, empreendedorismo, agência reguladora, mercado para jovens profissionais e o papel estratégico da engenharia no desenvolvimento de Rondônia.
Durante o bate-papo, Renato relembra sua trajetória profissional e institucional, desde a formação em Curitiba até a atuação no sistema Confea. Ele relata que trabalhou por cinco anos em Brasília, passando por funções como assessor, gerente regional e gerente de relações institucionais, antes de retornar a Porto Velho com uma bagagem voltada à infraestrutura, mobilidade urbana, conectividade e cidades inteligentes. Segundo ele, a volta à capital rondoniense também tem relação com propósito e pertencimento.
Um dos pontos centrais da entrevista é o papel da Agência de Regulação e Desenvolvimento de Porto Velho. Renato sustenta que a estrutura não deve ser vista como um órgão burocrático sem função prática, mas como uma instância técnica com responsabilidade direta sobre concessões, fiscalização e planejamento. Em uma das falas mais objetivas do episódio, ele afirma que a agência “tem a função de ser a guardiã”, ao explicar que a atuação envolve resíduos sólidos, terminal de passageiros, transporte público, complexo da Madeira e futuras parcerias público-privadas do município.
Ainda nesse eixo, o convidado defende que Porto Velho precisa seguir um planejamento de longo prazo, com base em documentos estruturantes e não apenas em metas de governo. Na entrevista, ele cita um plano estratégico com horizonte até 2050, vinculado ao Plano Diretor, envolvendo mobilidade, drenagem, desenvolvimento e cidades inteligentes. A avaliação apresentada no podcast é de que o município já possui diretrizes desenhadas e precisa transformar esse conteúdo em continuidade administrativa e entrega concreta.
A conversa também avança para o debate sobre sustentabilidade e desenvolvimento. Como engenheiro ambiental, Renato afirma que o desafio da engenharia moderna está justamente em encontrar equilíbrio entre expansão econômica e responsabilidade ambiental. Ao defender esse ponto, ele argumenta que não é possível trabalhar apenas com a lógica do crescimento sem considerar os impactos futuros, mas também não se pode tratar o desenvolvimento como algo incompatível com proteção ambiental.
Outro bloco forte do episódio trata do empreendedorismo na engenharia. Renato conta que fundou sua empresa em 2008, ainda jovem, e que o começo foi modesto, com apoio financeiro inicial da família para abrir o CNPJ e estruturar a operação. Ele relata que o primeiro contrato de maior relevância surgiu em São Paulo, na supervisão ambiental de obras ligadas à Marginal Tietê, e que a partir daí a atuação evoluiu para novas frentes, como mineração, geotecnologia, perícia judicial e projetos voltados ao setor rural.
Ao falar com jovens engenheiros, Renato deixa uma orientação clara: “faça aquilo que você goste de fazer”. Na avaliação dele, o profissional que entra no mercado apenas seguindo modismos tende a perder motivação rapidamente. Por isso, ele defende que a construção de carreira precisa partir de afinidade real com a área escolhida, porque são justamente a paixão e o propósito que sustentam o negócio nos momentos mais difíceis.
Na sequência, ele resume sua visão de crescimento profissional com duas frases que ajudam a sintetizar o episódio: “comece pequeno, comece fazendo parcerias” e “a gente nunca cresceu sozinho”. Para Renato, a engenharia precisa amadurecer na lógica da cooperação, com mais consórcios, mais indicação entre especialistas e menos concorrência improdutiva entre profissionais da mesma área. Ele compara esse comportamento ao mercado jurídico e defende que os engenheiros aprendam a fortalecer a rede em vez de tentar abraçar tudo sozinhos.
A entrevista também destaca o potencial de Rondônia como ambiente de oportunidades. Segundo Renato, o estado reúne hoje um conjunto de frentes com capacidade de absorver mão de obra qualificada, como agronegócio, logística, hidrovia, obras de infraestrutura e projetos ligados à integração regional. Nesse ponto, ele afirma que “o mercado está por atacado”, sustentando que há espaço real para quem estiver preparado tecnicamente e disposto a atuar com estratégia.
Um dos trechos mais interessantes da conversa envolve a possibilidade de ampliação do intercâmbio profissional com a Bolívia. Renato cita diálogos institucionais e a construção de articulações que podem abrir caminho para cooperação técnica, inclusive com perspectiva de atuação conjunta em projetos de engenharia. O episódio apresenta essa aproximação como uma porta de entrada para ampliar mercado, fortalecer a presença regional de Rondônia e posicionar o CREA local em discussões de alcance mais amplo.
Na reta final, o convidado volta o foco para os recém-formados e afirma que o primeiro passo, antes mesmo de qualquer escolha profissional, é se aproximar das associações da própria área. Ele sustenta que esse vínculo amplia rede de contatos, acelera o aprendizado sobre atribuições e ajuda o profissional a decidir com mais clareza entre carreira pública, CLT, atuação autônoma ou abertura de empresa. O entendimento apresentado no podcast é de que o engenheiro que se isola tende a demorar mais para amadurecer no mercado.
Mais do que uma entrevista sobre trajetória pessoal, o episódio se consolida como uma reflexão sobre a nova engenharia que Rondônia precisa construir: mais conectada com planejamento, mais aberta à inovação, mais preparada para trabalhar em rede e mais presente nas decisões estratégicas que moldam o futuro das cidades. Com condução de Edison Rígoli e participação de Renato Muzzolon Jr, o PodRondônia Podcast Engenharia entrega uma conversa relevante sobre visão técnica, desenvolvimento regional e protagonismo profissional.
Assista ao episódio completo:
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Fonte: Assessoria PodRondônia