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Vídeo de agressão contra morador de rua em frente a hospital provoca revolta e exoneração em Ji-Paraná
Imagens mostram funcionário jogando água e intimidando homem enquanto dormia; prefeitura afasta trabalhador e anuncia apuração

Publicado Há 3 h
Atualizado Há 3 h

Foto: Rede Social

A circulação de um vídeo nas redes sociais entre a noite de quinta-feira e a manhã de sexta-feira gerou forte indignação em Ji-Paraná ao expor uma cena de violência contra um homem em situação de rua que dormia em um banco no canteiro central em frente ao hospital municipal.

Nas imagens, gravadas por uma testemunha, um funcionário de uma empresa terceirizada aparece jogando água sobre o homem, que acorda assustado e tenta se proteger. Mesmo após a vítima se levantar, visivelmente desorientada, o trabalhador mantém postura agressiva, com palavras ríspidas e tom intimidatório — o que intensificou a revolta de moradores e internautas.

Levantamentos da reportagem indicam que o episódio não teria sido isolado. Um segundo vídeo, registrado em outra ocasião no mesmo local, mostra o mesmo funcionário molhando o rosto de outro morador de rua que dormia em um banco próximo à entrada do hospital. As novas imagens reforçaram questionamentos sobre a recorrência do comportamento e a ausência de medidas anteriores.

A repercussão foi imediata, com uma enxurrada de comentários de repúdio nas redes sociais criticando a violência, a humilhação pública e a falta de abordagem humanizada, especialmente em uma área ligada à saúde.

Diante da pressão popular, a prefeitura anunciou providências rápidas. A gestão municipal informou que, após análise das imagens e informações preliminares, decidiu pela exoneração do funcionário envolvido, como resposta à sociedade e reafirmação do compromisso com os direitos humanos e a dignidade da pessoa humana, especialmente de quem vive em situação de vulnerabilidade.

O caso também reacendeu um debate mais amplo sobre a forma como pessoas em situação de rua são abordadas por agentes públicos e prestadores de serviço. Lideranças sociais e especialistas cobram políticas mais efetivas de acolhimento, assistência social e cuidado humanizado em espaços públicos e áreas hospitalares.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre registro de boletim de ocorrência ou abertura de outros procedimentos além da exoneração. A administração municipal afirmou que continuará acompanhando o caso e que novas medidas poderão ser adotadas conforme o andamento das apurações.

Em nota pública, o chefe do Executivo municipal classificou o episódio como “desumano”, afirmou que condutas desse tipo não serão toleradas e garantiu que a empresa terceirizada também será responsabilizada.

O episódio segue repercutindo e evidencia a necessidade de ações concretas para assegurar respeito, dignidade e proteção às pessoas que vivem à margem da sociedade.

 

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