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Cuidados com animais peçonhentos durante período de chuvas são orientados pelo governo de RO

Publicado Há 3 h

Fotos: Pedro Adilon, Daiane Mendonça e Alcelio Reis

Neste período de chuvas na Região Amazônica se torna comum aparecer animais silvestres ou peçonhentos, em sítios, fazendas chácaras e até residências na região urbana. Com o objetivo de alertar a população para os cuidados de acidentes com animais peçonhentos, o governo de Rondônia, por meio do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia (CBMRO) tem apresentado orientações preventivas para atenção, principalmente nesse período chuvoso, aos perigos que a picada desses animais representam para as pessoas.

Os casos  mais comuns envolvem:

  • Serpentes: o grupo das jararacas (Bothrops) é responsável pela grande maioria dos acidentes ofídicos na região. Também há registros com surucucus (Lachesis), corais-verdadeiras (Micrurus) e cascavéis (Crotalus).
  • Escorpiões: o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) e outras espécies do gênero Tityus são os mais comuns, adaptando-se bem aos ambientes urbanos.
  • Aranhas: principalmente a aranha-armadeira (Phoneutria), conhecida por sua agressividade e a aranha-marrom (Loxosceles), embora mais reclusa.
  • Lagartas: conhecidas como taturanas, especialmente as do gênero Lonomia, podem causar acidentes graves (síndrome hemorrágica).
  • Abelhas e Vespas: embora comuns em todo o Brasil, na Amazônia podem formar grandes enxames e causar acidentes graves, especialmente em pessoas alérgicas.

Ambientes mais comum de aparição dos animais peçonhentos

Áreas Rurais e de Mata: trilhas, plantações, pastos, áreas de reflorestamento e beiras de rios; locais com acúmulo de folhas secas, troncos, cupinzeiros, palhas de babaçu/coco e pedras são esconderijos perfeitos; áreas urbanas e perimetropolitanas: terrenos baldios, canteiros de obras, locais com acúmulo de entulho e lixo, caixas de gordura, frestas em muros, galpões e até mesmo dentro de casa, em sapatos, roupas e atrás de móveis

Como prevenir acidentes?

  • Mantenha a limpeza em quintais, jardins e terrenos sempre limpos, aparando a grama e recolhendo folhas secas;
  • Eliminar abrigos: não acumule lixo, entulho, telhas, materiais de construção ou madeira perto de casa;
  • Vedar acessos: feche frestas e buracos em paredes, muros e assoalhos. Use telas em ralos de chão, pias e tanques;
  • Cuidado com o lixo: mantenha o lixo doméstico em sacos plásticos bem fechados e em recipientes com tampa para não atrair baratas e outros insetos que são alimento para escorpiões e aranhas.

O que a pessoa deve fazer imediatamente ao sofrer uma picada ou ferroada?

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar, manter a calma é fundamental para não acelerar a circulação do sangue; lavar o local da picada com água e sabão; manter o membro picado elevado e em repouso; retirar anéis, pulseiras e sapatos que possam causar garroteamento em caso de inchaço; procurar imediatamente o serviço de saúde mais próximo (hospital ou posto de saúde). Se possível e, com total segurança, sem se arriscar, tirar uma foto do animal para ajudar na identificação e na escolha do soro antiveneno correto.

Quais procedimentos não devem ser feitos em hipótese alguma?

  • Não fazer torniquete ou garrote, porque isso impede a circulação e pode causar necrose e amputação;
  • Não cortar, furar ou sugar o local da picada;
  • Não aplicar nenhuma substância sobre o local (pó de café, folhas, álcool, urina, etc.), pois pode infeccionar;
  • Não dar bebidas alcoólicas, querosene ou qualquer outro líquido tóxico para a vítima beber;
  • Não tentar “caçar” o animal se isso representar qualquer risco.

SINTOMAS GRAVES 

Acione sempre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) pelo 192 ou o Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia (CBMRO) pelo 193, quando houver uma vítima de picada, especialmente se ela apresentar sintomas graves, como: falta de ar, desmaio, inchaço excessivo ou reação alérgica severa. Serão prestados os primeiros socorros e o encaminhamento ao hospital.

Acione o CBMRO (193) quando o animal peçonhento estiver em um local que ofereça risco (dentro de um quarto, em uma escola, em um local de trabalho) e precise ser removido com segurança.

O comandante do CMBRO, Nivaldo de Azevedo Ferreira, destaca os trabalhos das equipes, sempre atentos para atender a população. ‘’A corporação dos Bombeiros está sempre disponível e bem preparados para qualquer emergência dessa natureza, como também para recolher os animais peçonhentos ou selvagens e transportá-los aos seus habitats naturais de forma segura. Por isso, é muito importante que a população não hesite em pedir ajuda e compreenda que para manusear esses animais é necessário técnica e cumprimento rigoroso de instruções”, enfatizou.

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Fotos: Pedro Adilon, Daiane Mendonça e Alcelio Reis