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Perícia criminal ganha destaque em podcast ao defender força da prova técnica na busca pela verdade
Em entrevista conduzida por Edison Rígoli no PodRondônia Podcast Engenharia, Geraldo Sena Neto afirma que a perícia atua com base científica e não se confunde com investigação policial

Por Redação
Publicado Hoje, às 12h 30min

Foto: PodRondônia

A força da prova técnica dentro da segurança pública foi um dos temas centrais do episódio do PodRondônia Podcast Engenharia que recebeu Geraldo Sena Neto, engenheiro civil com trajetória também ligada à perícia criminal. A entrevista foi conduzida por Edison Rígoli, presidente do CREA e engenheiro industrial mecânico, e avançou sobre um ponto sensível no debate público: a diferença entre investigar um fato e comprová-lo tecnicamente.

Ao relembrar sua entrada na perícia em Rondônia, Geraldo explicou que escolheu esse caminho no início da década de 1990, num momento em que o estado ainda vivia forte expansão estrutural e o serviço público oferecia possibilidade de fixação profissional. Na conversa, ele relata que ingressou na segunda turma da perícia criminal no estado e acompanhou o processo de consolidação da área como estrutura própria dentro da segurança pública.

O ponto mais forte do episódio aparece quando o convidado diferencia a função da perícia da atividade investigativa tradicional. Segundo ele, a investigação trabalha com hipóteses, confrontos de versões e busca de confirmação, enquanto a perícia entra com outro papel: o da validação técnica. Em uma das frases mais marcantes da entrevista, Geraldo resume: “A perícia faz a comprovação”, ao explicar que o trabalho pericial se apoia em ciência, laboratório e equipamentos específicos para chegar à materialidade dos fatos.

A fala reforça uma visão cada vez mais presente no debate jurídico e policial: a de que a robustez da prova técnica tem peso crescente em casos complexos, especialmente quando versões humanas entram em conflito. No episódio, Geraldo sustenta que a perícia é voltada “mais com a verdade do fato do que propriamente com a investigação”, destacando que o núcleo da atividade está na análise objetiva dos vestígios e não na formulação de suspeitas.

Ao abordar a evolução da área, o entrevistado afirma que a perícia técnica ganhou espaço ao longo dos anos justamente porque a apuração moderna exige mais do que relatos, comentários ou impressões subjetivas. Na conversa, ele observa que hoje a busca pela verdade depende cada vez mais de recursos técnicos capazes de sustentar conclusões com base material e científica, o que amplia a relevância dos laudos periciais em investigações e processos judiciais.

Outro trecho importante do episódio trata da fragilidade das versões exclusivamente testemunhais diante de situações de estresse, medo ou confusão. Para ilustrar isso, Geraldo relembra um exercício acadêmico em que pessoas descreveram de formas diferentes o mesmo indivíduo após um momento de surpresa. A partir desse exemplo, ele argumenta que a percepção humana pode variar muito, enquanto a perícia busca consistência por meio da prova técnica.

A entrevista também amplia essa discussão ao aproximar a engenharia da atividade pericial. Em outro momento da conversa, é destacado que a perícia mantém forte presença de profissionais formados em áreas da engenharia, o que ajuda a explicar o peso técnico dos laudos em temas ligados a acidentes, estruturas, avaliações, dinâmica de eventos e outros contextos que exigem leitura científica do fato analisado.


Assista ao episódio completo:
 

 

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