Operação da PF no Rio Guaporé destrói draga de garimpo ilegal
Ação integrada da Polícia Federal com Funai e Ibama reforça combate ao crime ambiental em terra indígena na fronteira com a Bolívia.
Foto: PF
A Polícia Federal realizou, entre segunda-feira (26) e quarta-feira (28), uma ofensiva direta contra o garimpo ilegal no Rio Guaporé, em área de fronteira em Guajará-Mirim, entre Brasil e Bolívia. A ação, batizada de Operação Baía das Onças, ocorreu no interior da Terra Indígena Rio Guaporé e resultou na localização e inutilização de uma draga usada na extração clandestina de diamantes — estrutura central da atividade criminosa na região.
A operação contou com atuação conjunta da PF, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, ampliando o alcance da fiscalização ambiental e a proteção territorial. Segundo os órgãos envolvidos, o foco foi interromper a cadeia logística do crime e reduzir danos imediatos aos ecossistemas e às comunidades tradicionais.
Além da repressão, equipes promoveram ações de conscientização nas aldeias Ricardo Franco e Baía das Onças. Com apoio institucional da Funai, foram apresentados os riscos ambientais e sociais do garimpo e o papel da Polícia Federal no enfrentamento a crimes ambientais e na salvaguarda dos povos indígenas. A iniciativa buscou fortalecer a cooperação local e estimular denúncias qualificadas.
O Rio Guaporé é estratégico por sua biodiversidade e por atravessar áreas sensíveis de fronteira, o que historicamente atrai organizações envolvidas na mineração ilegal. A destruição da draga, conforme a PF, retira capacidade operacional do garimpo e dificulta a retomada imediata da atividade, ao mesmo tempo em que sinaliza presença permanente do Estado.Nos próximos dias, os órgãos devem consolidar relatórios técnicos para identificar responsáveis, mapear impactos ambientais e orientar novas fases de fiscalização. A expectativa é de continuidade das ações integradas, com reforço de inteligência e monitoramento para evitar o retorno do garimpo ilegal no Rio Guaporé.
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Fonte: PF/RO