VÍDEO: Raio-X do Hospital de Cacoal vira alvo de denúncia e esclarecimentos técnicos
Vereador aponta possível risco à saúde, enquanto empresa responsável apresenta laudos e garante segurança da estrutura
Foto: Cacoal Notícias
Após denúncia do vereador Amarilson Carvalho (PL), a sala de raio-X do Hospital Municipal de Cacoal passou a ser alvo de debate público, levantando questionamentos sobre a segurança do ambiente, a estrutura utilizada e a regularidade do funcionamento do serviço.
Durante fiscalização na unidade, o parlamentar afirmou ter recebido relatos de servidores preocupados com a própria segurança e com a exposição de pacientes à radiação. Um dos principais pontos levantados foi a estrutura da sala, que, segundo ele, aparenta ser composta por gesso, o que gerou dúvidas quanto à existência de blindagem adequada.
“Servidores estão preocupados com a saúde própria e dos pacientes. A sala de raio-X é toda de gesso, e a gente precisa saber se tem a proteção adequada”, afirmou.
O vereador destacou ainda que ambientes radiológicos exigem protocolos rigorosos, incluindo cabine apropriada, uso de equipamentos de proteção e estrutura específica para minimizar a exposição.
Além disso, Amarilson informou que solicitou os alvarás e documentos de autorização dos órgãos competentes, mas, até o momento de sua fala, eles ainda não haviam sido apresentados. Ele também comparou a situação com a iniciativa privada, onde a regularização é exigida antes do funcionamento.
“Se fosse uma empresa privada, teria vários alvarás expostos. O ente público também precisa estar regularizado”, disse.
OUTRO LADO
Diante da repercussão, o ex-vereador Jabá Moreira foi convidado pelo representante da empresa responsável pela instalação do equipamento, Tiago Batista, para visitar a sala de raio-X e acompanhar explicações técnicas sobre o funcionamento e a estrutura do local.
Durante a visita, o representante explicou que a sala segue critérios técnicos modernos e que a ausência de paredes de concreto não significa falta de proteção contra radiação.
“As paredes possuem tratamento com material específico para blindagem radiológica. Hoje existe uma tecnologia que utiliza argamassa com componentes de proteção, substituindo métodos antigos como placas de chumbo”, explicou.
Segundo ele, todo o projeto foi acompanhado por profissionais especializados, incluindo engenheiros e arquitetos, respeitando normas técnicas quanto ao tamanho da sala, estrutura e segurança.
Além disso, foi apresentado um controle de qualidade realizado antes mesmo da inauguração, com validade vigente, atestando que o equipamento passou por testes rigorosos conduzidos por profissionais especializados em radioproteção.
“Todos os testes qualitativos e quantitativos foram feitos e aprovados, garantindo o funcionamento seguro do equipamento”, afirmou.
Outro ponto destacado foi o avanço da tecnologia, que reduz significativamente os níveis de radiação emitidos.
“A dose de radiação hoje é muito menor do que há anos atrás, o que traz mais segurança tanto para pacientes quanto para profissionais”, explicou.
O caso colocou o Hospital Municipal de Cacoal no centro de uma discussão sensível: a garantia de segurança em estruturas hospitalares que lidam diretamente com a saúde da população.
De um lado, a denúncia levanta um alerta importante sobre fiscalização e cumprimento das normas. De outro, a visita técnica apresenta elementos que indicam que o projeto pode estar dentro dos padrões exigidos, ainda que precise de maior transparência documental.
A expectativa agora é pela apresentação oficial de laudos, alvarás e autorizações por parte da gestão municipal, além de possíveis inspeções por órgãos como Vigilância Sanitária e demais entidades reguladoras.
Em situações que envolvem possível exposição à radiação, o rigor técnico, a fiscalização contínua e a transparência com a população deixam de ser apenas obrigação administrativa — e passam a ser uma necessidade urgente de saúde pública.
Fonte: Cacoal Notícias