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BR-364, pedágio e infraestrutura entram no centro do debate técnico sobre Rondônia
Em entrevista conduzida por Edison Rígoli no PodRondônia Podcast Engenharia, Geraldo Sena Neto defende concessão com mais critério técnico, duplicação prévia e foco real em segurança viária

Por Redação
Publicado Há 3 h

Foto: PodRondônia

A discussão sobre a BR-364, o modelo de concessão e a cobrança de pedágio ganhou destaque no episódio do PodRondônia Podcast Engenharia que recebeu Geraldo Sena Neto. A entrevista foi conduzida por Edison Rígoli, presidente do CREA e engenheiro industrial mecânico, e trouxe uma leitura técnica sobre um dos temas mais sensíveis da infraestrutura em Rondônia: a distância entre o modelo desenhado no papel e os benefícios efetivos esperados pela população.

Durante a conversa, Geraldo deixa claro que a crítica apresentada no episódio não é dirigida à ideia de concessão em si, nem à empresa responsável, mas ao formato como o processo foi estruturado. Segundo ele, o problema central está no fato de que o modelo discutido não garantiria retorno imediato para a sociedade, especialmente em um trecho historicamente marcado por fluxo intenso, risco elevado e necessidade de melhorias estruturais mais profundas.

Em um dos trechos mais objetivos da entrevista, o engenheiro afirma que a posição defendida pelos profissionais da área era simples: não se tratava de ser contra a concessão, mas de discutir a forma como ela estava sendo feita, porque, do jeito proposto, “não traria benefícios para a sociedade já imediatamente”. A fala sintetiza uma crítica recorrente no debate sobre infraestrutura: cobrar antes de entregar a melhoria concreta tende a gerar rejeição social e aumentar a sensação de desequilíbrio no contrato.

Geraldo também sustenta que o caminho tecnicamente mais adequado seria outro. No episódio, ele afirma que “você teria que ter uma duplicação para depois cobrar o pedágio”, associando diretamente essa ordem de execução ao ganho de segurança viária. Na visão apresentada no podcast, a duplicação deveria anteceder a cobrança porque reduziria riscos, ampliaria a capacidade da rodovia e entregaria à população um benefício visível antes da criação de um novo custo para quem depende da estrada.

Ao comentar os impactos do modelo atual, o entrevistado chama atenção para a permanência de acidentes e mortes no corredor rodoviário. A fala é usada para reforçar que a engenharia não pode ser afastada das decisões estruturais que afetam o cotidiano de milhares de pessoas. O argumento central é que obras, concessões e contratos dessa magnitude precisam ser discutidos com mais profundidade técnica e menos distância da realidade prática enfrentada por motoristas, trabalhadores e moradores da região.

O episódio também amplia o debate ao relacionar a questão da BR-364 com a ocupação de espaços institucionais pela engenharia. Edison Rígoli observa, durante a entrevista, que decisões sobre o futuro do país passam pelo Congresso e pelos grandes fóruns públicos, mas a presença de profissionais da engenharia nesses ambientes ainda é pequena. Nesse contexto, a discussão sobre pedágio e infraestrutura aparece como exemplo de como a ausência de visão técnica nas mesas de decisão pode comprometer a qualidade das soluções adotadas.

Na conversa, Geraldo associa esse problema a uma visão mais ampla de planejamento. Antes mesmo do trecho sobre a BR-364, ele relembra discussões técnicas sobre transmissão de energia e integração regional para mostrar que obras estratégicas exigem pensamento de longo prazo, distribuição equilibrada de benefícios e leitura real das necessidades locais. O raciocínio é o mesmo aplicado à rodovia: infraestrutura não pode ser tratada apenas como contrato, mas como instrumento de desenvolvimento e proteção da sociedade.


Assista ao episódio completo:

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