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PIB BAIXO, DÍVIDA ALTA E INSEGURANÇA JURÍDICA: ECONOMISTA ALERTA PARA RISCO DE ESTAGNAÇÃO NO BRASIL

Por Redação
Publicado Há 3 h

O Brasil atravessa um momento de crescimento frágil e incerteza econômica. A avaliação foi feita pelo economista Silvio Rodrigues Persivo Cunha durante entrevista ao PodRondônia Economia, apresentado pelo jornalista e editor do Valor&MercadoRO, Marcelo Freire.

Segundo o especialista, a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em torno de 1% a 1,2% para o próximo período não representa avanço real para um país com o porte e o potencial do Brasil.

“Para o Brasil, crescer 1% é praticamente estagnação.”

A afirmação não é apenas retórica. Ela se baseia em fundamentos econômicos estruturais.

Crescimento baixo significa perda de fôlego

Em economias emergentes, taxas de crescimento abaixo de 2% costumam indicar dificuldade de expansão produtiva. Isso ocorre porque parte do crescimento é absorvida pelo aumento populacional e pela necessidade de reposição do capital produtivo.

Máquinas se desgastam. Estruturas precisam ser renovadas. A população cresce. Se o PIB não acompanha esse ritmo, o país apenas mantém o que já existe — não avança.

No entendimento do economista, o cenário atual aponta para um país com capacidade produtiva limitada e ambiente de negócios fragilizado.

Gasto público e dívida pressionam o futuro

Outro ponto destacado foi o crescimento da dívida pública. Mesmo com recordes de arrecadação, o aumento das despesas tem superado a receita, ampliando o endividamento.

“Um país que não controla sua dívida pública compromete seu desenvolvimento.”

O problema central não é apenas o tamanho da dívida, mas a percepção de risco. Quanto maior a incerteza fiscal, maior o custo de financiamento para o governo e para o setor privado.

Isso impacta diretamente juros, crédito e investimentos.

O efeito da instabilidade internacional

O episódio também abordou o cenário global, incluindo conflitos internacionais e tensões comerciais.

Segundo o economista, momentos de instabilidade fazem com que investidores internacionais busquem mercados considerados mais seguros.

“Quando há insegurança, o dinheiro deixa de fluir para países com maior risco jurídico.”

O Brasil, historicamente, depende de capital externo para grandes projetos de infraestrutura, energia e indústria. Se o fluxo diminui, o ritmo de investimento desacelera.

Estados como Rondônia, que dependem de recursos federais e investimentos estruturantes, sentem o reflexo.

Ambiente de negócios em debate

A análise também destacou a importância da segurança jurídica e da previsibilidade regulatória.

Investidores e empresários precisam de estabilidade para assumir riscos. Mudanças frequentes de regras, aumento de obrigações acessórias e decisões tributárias controversas aumentam o custo de fazer negócios.

O economista foi enfático:

“Sem um ambiente de negócios favorável, não há desenvolvimento sustentável.”

Essa afirmação conecta diretamente com o debate sobre a reforma tributária. Simplificação pode ser positiva no longo prazo, mas, no curto prazo, o excesso de complexidade e incerteza pode travar decisões empresariais.

O impacto em Rondônia

Embora Rondônia apresente crescimento acima da média nacional, impulsionado pelo agronegócio, o estado não está isolado do cenário macroeconômico.

A dependência de cadeias primárias, como soja e carne, torna a economia regional sensível a fatores externos, como preço internacional, câmbio e logística.

Se o Brasil cresce pouco, o consumo interno desacelera. Se há instabilidade global, exportações podem sofrer.

O resultado é um ambiente de cautela.

Empresários adiam investimentos. Consumidores reduzem gastos. O ciclo econômico perde dinamismo.

O desafio à frente

O Brasil enfrenta um dilema clássico de economias emergentes: precisa crescer para equilibrar contas públicas, mas depende de estabilidade fiscal e confiança para crescer.

A equação exige:

Controle responsável das despesas públicas

  • Segurança jurídica
  • Estímulo à produtividade
  • Melhoria da infraestrutura
  • Planejamento estratégico de longo prazo

Sem esses pilares, o crescimento tende a ser episódico, não estrutural.

O alerta do economista não é pessimista — é técnico. O país tem potencial, mas precisa alinhar política fiscal, ambiente regulatório e estratégia de desenvolvimento.

Enquanto isso, empresários e investidores seguem atentos.

Porque em economia, previsibilidade é ativo — e incerteza tem custo.

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